O Grupo Gestor Local (GGL) de São João da Barra participou da audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal, voltada à discussão do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029. Representando a força da sociedade civil organizada, o grupo apresentou à plenária a proposta de criação de um Fundo Soberano municipal, destacando seu potencial como instrumento estratégico para fortalecer a gestão pública e garantir maior segurança financeira ao município frente às oscilações das receitas oriundas dos royalties do petróleo.

Durante a fala, Ângela Codeço, participante do Grupo Gestor Local, contextualizou a proposta como resultado de processos formativos e debates comunitários realizados no âmbito do Projeto NEA-BC. A iniciativa busca transformar os impactos da indústria petrolífera em políticas públicas sustentáveis, e o Fundo Soberano surge como uma alternativa concreta para planejar o futuro com responsabilidade fiscal e visão de longo prazo. Para ampliar o entendimento sobre o tema entre os participantes da audiência, o grupo distribuiu folders informativos que explicavam os objetivos, funcionamento e benefícios da proposta.

A receptividade foi imediata. O vereador Elísio Rodrigues,  se comprometeu a dialogar com a prefeita Carla Caputi sobre a viabilidade de sua implementação, sinalizando abertura institucional para que a proposta avance no debate legislativo e executivo.

  Ao final da audiência, o vice-presidente regional da FACERJ (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro), Maurício Cabral, parabenizou o grupo pela iniciativa e manifestou interesse em estabelecer uma parceria com a Associação Raízes para divulgar o Fundo Soberano nos municípios onde a entidade atua. A FACERJ é reconhecida por seu papel de articulação entre associações comerciais e empresariais, promovendo o desenvolvimento econômico regional por meio de eventos, serviços e certificações, o que pode ampliar significativamente o alcance da proposta.

   A participação do GGL de São João da Barra reforça o compromisso da Associação Raízes com o planejamento participativo, a educação cidadã e a construção de soluções sustentáveis para os territórios onde atua. O protagonismo comunitário demonstrado na audiência pública é mais uma evidência de que a sociedade civil organizada tem capacidade técnica, legitimidade e disposição para contribuir com o futuro das políticas públicas locais.

A realização desse projeto é uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

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