Resultados, reencontros e legados marcaram o encerramento do projeto que finaliza suas atividades em fevereiro de 2026.

O NEA-BC reuniu no último fim de semana, em Macaé, mais de 300 pessoas, entre equipe técnica, membros dos Grupos Gestores Locais dos 17 municípios, representantes do Ibama, da Petrobras e de outros PEAs, além de convidados que marcaram a história do projeto. A programação convidava todos para uma Viagem pelo Legado do projeto.

Na chegada ao evento os participantes ouviam o barulho do trem anunciando que este não seria um fim de semana comum. Todos receberam um crachá em formato de  bilhete e embarcaram em um vagão decorativo repleto de lembranças históricas como camisas, materiais informativos e outros materiais produzidos desde 2009, que mostravam a trajetória do projeto. Em seguida, os participantes visitaram três estações: Formativa, Interventiva e Diagnóstica,  onde reconheciam os processos educativos do NEA-BC e o avanço das metodologias usadas em cada fase. Depois de passar por cada estação, os participantes recebiam um carimbo no crachá e recebiam um livro da Coletânea MAR lançada no evento.

Em cada estação, incidências, metas alcançadas, números que mostraram o legado do NEA-BC nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Os participantes puderam ainda relembrar ações de fases anteriores e abraçar colegas que estão no projeto desde o início.

  O evento marcou o sábado com a apresentação dos resultados gerais não só da V Fase do projeto mas de todos esses anos de atuação. Os grupos gestores dos municípios também apresentaram seus resultados de forma dinâmica, com música, poesia e teatro, mostrando  qual o legado que o NEA-BC deixa para cada cidade.

No último dia, uma roda de diálogo composta por representantes da comunidade, equipe, Associação Raízes, Petrobras e IBAMA, tratou sobre o futuro. A Associação apresentou o programa Planeja+, que será desenvolvido pela instituição a partir de fevereiro de 2026, e os integrantes responderam às dúvidas importantes trazidas pelos participantes. A programação foi encerrada com um Cine Pipoca que exibiu uma parte do documentário contando a história do NEA-BC com depoimentos carregados de emoção.

Segundo Sandra Miscali, gerente geral do projeto, o NEA-BC foi construído a muitas mãos, ao longo desses 16 anos, e a cada apresentação foi possível perceber a transformação que o projeto proporcionou na vida das pessoas. “Os grupos depois que se apropriaram dos processos de formação, conseguiram diagnosticar os problemas e cada um do seu jeito, conseguiu intervir na realidade do município onde vive. É muito emocionante acompanhar todo esse processo”, afirmou Sandra.

O projeto NEA-BC é uma medida de mitigação exigida pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

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